domingo, 28 de março de 2010

A máfia dos cursinhos preparatórios!






         A indústria dos cursinhos pré-vestibulares comerciais como Anglo e Objetivo continua seqüestrando os sonhos da juventude negra e pobre da periferia. O Sistema Anglo, por exemplo, cinicamente comemora a aprovação recorde de alunos nos cursos caros nas universidades públicas. O esquema funciona da seguinte forma: os cursinhos treinam os seus alunos em conteúdos que ‘misteriosamente’ coincidem com o vestibular.



         Os professores de tais cursinhos são, em sua maioria, ex-docentes das instituições públicas. Suspeita-se inclusive que muitos deles trabalharam diretamente com os processos de seleção. As universidades, por sua vez, repetem no vestibular os conteúdos ministrados nos cursinhos.



         Quem vem primeiro: o ovo ou a galinha? Os cursinhos preparam para o vestibular das universidades públicas ou os vestibulares das universidades públicas são feitos para os cursinhos? Veja o exemplo do curso de Medicina nas três universidades estaduais paulistas: na Unesp, o Sistema Anglo ficou com 77 das 90 vagas.


Fonte: Educafro

         Na Unicamp, que torrou milhões de reais com o PAAIS, o Anglo ficou com 25 das 40 vagas. Para quem não está convencido da máfia dos cursinhos, aqui vai a última: das 175 vagas da USP/capital, 100 foram para os alunos do Anglo. Na mesma direção, 94 das 100 vagas do curso que funciona na Santa Casa foram divididas entre eles. A Educafro deverá ir à Justiça contra o esquema? Também USP, Unesp e Unicamp deverão ser intimadas a explicar a misteriosa relação? Afinal, onde está o princípio republicano da universidade pública? Com a palavra o Ministério Público Federal e Estadual.